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A Paragem do Tempo III
por Valum Votan** (o que encerra o ciclo)

Parte III - Resgate da Consciência

O que é realmente um calendário? Calendário deriva de uma palavra em latim que significa “livro de contas”. O primeiro dia de cada mês no calendário Juliano, o antecessor do Gregoriano, era chamado “calendas”. Era nas calendas que se pagava as contas e as dividas. É familiar para ti? Leva-nos de volta ao tema do tempo é dinheiro. Não admira que o “tempo é dinheiro” esteja impregnado na nossa consciência e cultura. E este parece ser o principal propósito do calendário que usamos. Para manter um controlo das nossas contas, pagar as despesas, e marcar as nossas reuniões.

Talvez não pensemos nisto desta forma, mas o calendário que usamos programa-nos para usá-lo da forma que usamos. Mas serão todos os calendários assim, nada mais que um programa arbitrário para tomar conta dos negócios. E o Sol, a Lua e as estrelas?

O calendário Gregoriano é arbitrário e irregular. Raramente pensas em factores naturais quando usas este calendário. 1 de Janeiro não corresponde a nenhum solstício ou equinócio ou alguma coisa natural. Com um programa destes, claro que não vais pensar nas estações ou na lua quando usas este calendário. É quase como se este calendário estivesse a manter-te fora da fase com a natureza.

Talvez perguntes, o que é que um calendário deverá fazer? Um calendário deve ser um instrumento de medida que de alguma maneira te põe a ti e ao teu planeta numa relação de harmonia com a lua, o sol, e talvez também as estrelas na galáxia.
Muitas pessoas dizem: que diferença é que isso faz? É muito fácil não notar numa desigualdade ou irregularidade na medida do tempo porque não se pode tocar ou ver o tempo. Mas, será que deixávamos passar uma tal desigualdade numa régua? E se fossemos em frente e construíssemos coisas com uma régua irregular, não sairiam defeituosas ou desleixadas? Talvez passado um tempo diríamos: “ Está ok assim, baixámos o nosso nível para acomodar estas construções desleixadas”. Mas, ficarias bem com estas sub normas de medida de objectos e formas no espaço?

Tempo de Guerra, Tempo de Paz

OK. O céptico em ti está ainda vivo e bem. Consegues ouvi-lo a perguntar: Então temos um desonesto calendário que programa a mente. Queres mesmo dizer-me que podes mudar o tempo substituindo-o por outro calendário? Queres mesmo dizer-me que os políticos vão dar cambalhotas, os banqueiros sair com pincéis de tinta e que as guerras vão terminar.

Felizmente, a resposta é, sim! Mais cedo do que tarde! Assim que o calendário mudar, é exactamente isso que vai acontecer. Porque tens que perceber: o presente calendário está programado para a desarmonia e guerra. Carrega no seu programa “ o tempo de guerra”. Muda o calendário e podes mudar o programa. Como é isto?

Lembras-te do que falámos, do calendário programar a sociedade que o usa? E também como o calendário tem consigo os programas que usa nos seus usuários? Pensa na pessoa que criou este calendário, o porquê, e há quanto tempo é usado. Vá lá. Precisamos de um lição de história.

Temos que nos aperceber que este registo fonográfico que está a tocar na mente colectiva, toca já à mais que 2000 anos. É muito espaço de memória e de recuperação, não é? Então, quem inventou este calendário de Abril, Junho, e Novembro? Acreditas que foi o Júlio César!

Sim, antes de ser conhecido como calendário Gregoriano, era chamado de calendário Juliano – depois do próprio Júlio. Acontece que os Romanos tinham um calendário de 10 meses com muitos defeitos, e o “Tio” Júlio, querendo uma maneira de mudar permanentemente de Republica para Império, com ele como o primeiro Imperador, decidiu mudar o calendário. Então para fazer a mudança durante o ano 46-45 AC, Júlio tinha que ter um ano que tivesse 445 dias. Compreensivelmente, este ano foi chamado de “o ano da confusão”. Júlio não viveu para além do “ides of march” (15 de Março) no ano 45 AC quando foi assassinado pelo que fez.

Mas o Império prevaleceu. Júlio foi seguido por Augustus Caesar que fez mais uma mudança no calendário. Ele reparou que Júlio tinha mudado o nome do mês “Quintilius” para Julius (Julho), então Augustus mudou também o nome do mês seguinte “Sextilius” para Augustus (Agosto). E não ficou-se por ai, Sextilius tinha só 30 dias, enquanto Julius tinha 31 dias. Augustus queria que o seu mês, fosse da mesma duração que o mês de Julius. O que ele fez? Tirou o 29º dia do mês de Fevereiro, já ele sendo o mais curto, e adicionou-o ao seu mês. É por isso que o mês de Julho e Agosto têm 31 dias e o mês de Fevereiro só 28.

E foi assim que o calendário começou. Motivos despóticos, pretensões Imperiais e uma grande confusão. Os Cristãos começaram a usar o calendário Juliano por volta de 321 DC, quando adicionaram os sete dias da semana. Os sete dias da semana foram emprestados pelo calendário lunar Hebraico. E quem emprestou os sete dias da semana aos Judeus foram os Babilónicos. Os sete dias da semana nunca correlacionam com nenhum dos meses excepto com o de Fevereiro quando o dia 1 calha a um domingo, e aí sim, vai haver quatro semanas perfeitas num mês.

A igreja cristã que operava fora do Vaticano era chamada de Igreja Romã. Usavam o calendário Juliano desde então. Como também a igreja ortodoxa do leste, Grega e Russa. E agora para além da história sangrenta do Império Romano, o calendário tomou como programa a história da igreja católica. Há pelo menos um santo para cada dia do calendário anual. A história das cruzadas é também programada neste calendário.

E depois algo aconteceu. Os cristãos navegaram oeste e “descobriram” o Novo Mundo. Num lugar chamado Yucatan, descobriram outras pessoas, os Maias. Os Maias também tinham um calendário, um instrumento “pagão” que era mais exacto que o calendário Juliano! Os Cristãos aprenderam pelo calendário Maia, que o calendário deles estava com menos 10 dias! O que fazer? Os Cristãos queimaram todos os livros dos Maias em 1562.

Mas deveras interessante foi que dez anos mais tarde em 1572, havia um novo papa. O seu nome era Gregório XIII e declarou que o seu primeiro acto como novo papa seria corrigir o calendário Juliano. Dez anos mais tarde, em 1582, o Papa Gregory XIII conseguiu realizar o seu objectivo. Se fosses para a cama na noite de 5 de Outubro de 1582, quando acordasses seria 16 de Outubro e não dia 6. O Papa Gregory XIII resolveu o seu problema dos dez dias, e o calendário passaria a chamar-se de calendário Gregoriano.

Pelo começo do século XX, este calendário tornou-se a norma no mundo inteiro. Não que todo o mundo votasse para isso, mas, foi por causa do imperialismo Europeu que dominava o mundo já há mais de 3 séculos, que o calendário foi aceite como norma mundial.

No inicio do Séc.XX (nota: “Século”, cem anos, é também um conceito deste calendário) a grande guerra na história aconteceu – a 1ª Guerra Mundial. Muitas pessoas não sabem que as Cruzadas acabaram realmente com esta guerra, quando o Império Islâmico de Ottoman foi destruído. Claro que a guerra aconteceu sempre desde 1582 de uma maneira ou de outra, num ou noutro lugar. Mas a 1ª Guerra Mundial foi a primeira guerra realmente mecanizada.

Depois de mais ou menos 20 anos mais tarde houve a 2ª Guerra Mundial. Esta acabou em 1945 com a bomba atómica. Desde então tem havido guerras num lugar e noutro sem parar. Hoje, tudo o que sabemos, é guerra. Grande tempo. E no presente que guerra lutamos, contra quem? Alguém que ninguém gosta? Petróleo? E não é interessante que começou com o começo da civilização? O que é que aprendemos?

O último século é conhecido como o século da guerra total. Agora temos um novo milénio. Será este o milénio da guerra total? Milénio, como o século, é outro conceito que se insere neste calendário que nos programa. Milénio é mil anos. O que é que aprendemos nos últimos mil anos, além de matar melhor e fazer o meio ambiente cada vez mais feio? O que é que vamos fazer nos próximos mil anos? O que nos faz ter a certeza que duramos mais dez anos? Ao passo que as coisas vão, algo tem que mudar depressa.

O Tempo e a Sincronicidade

O que vai ser mais impressionante no Novo Tempo é o aumento da sincronicidade.
Sincronicidade é a qualidade ou o facto de ser sincrónico, isto é, acontecendo ao mesmo tempo. Sincronicidade é a coincidência no ocorrer dos eventos, especialmente eventos psíquicos que parecem ser relacionados mas que não são explicáveis pela causa e efeito. Causa e efeito é tempo linear. Sincronicidade não é linear. Isto significa que há explicações para eventos além dos de causa e efeito.

O que conecta o evento na tua mente com o evento lá fora é o tempo. Mas este é um tipo de tempo diferente. Não é um tempo linear. É um tempo sincrónico. Tempo sincrónico é o tempo das coisas estarem sempre a acontecer ao mesmo tempo. Tu só não reparas, ou a tua mente não está conectada, excepto em raros momentos. Porque é que isto acontece? O que se passa?

Qualquer momento no tempo é o mesmo que em toda a parte do universo. O tempo é unificado instantaneamente. Embora seja meia-noite no outro lado do mundo, toda a Terra está ainda a sentir o mesmo momento de tempo universal sincrónico.
A tua alma floresce na sincronicidade. Porquê? Porque a sincronicidade é a condição natural da tua alma. A tua alma está sempre a conectar os eventos. A tua alma está sempre inter conectada com o significado dos eventos.
Enquanto a tua vida for governada pelo tempo de relógio e decorra neste programa do calendário irregular, só isto vai bloquear a sincronicidade.
Cada vez que vês a verdade ou experimentas a maneira como as coisas são realmente, sentes por dentro um tipo de assalto, um ímpeto, uma carga, uma agitação. Isto é a liberação da energia positiva que acompanha qualquer descoberta de verdade. Consegues imaginar sentir, o calafrio (de emoção) cada momento que esta energia é libertada, em ti a todo o tempo? O que farias com esta energia?
Estar em sincronia é estar em harmonia com o mundo e com o momento em que se vive.

Será que parar o tempo é o grande teste da alma humana colectiva? Será que Deus nos deu a mudança de calendário como uma maneira mais fácil de sair do apocalipse?
Porque encaremos isto; ao estarmos a parar o tempo antigo, estamos a parar tudo o que nele está incluído. Poderemos depois escolher o tipo de mundo que queremos, um mundo em tempo de harmonia. Um mundo em que a vida não é para ser temida, mas para ser divertida. Um mundo de consciência universal cósmica. Podemos criar este mundo. Está em nosso poder. O poder libertado pela paragem do tempo.
E agora que chegamos ao fim desta newsletter, já sabes alguma coisa acerca do tempo. Sabes que uma norma irregular de medida cria um mundo desonesto. Sabes que um relógio não mede o tempo, mas sim a sua passagem. E que o valor da tua vida de acordo com o mundo do tempo de relógio, está em algo chamado dinheiro. Tempo é dinheiro e o dinheiro faz o mundo andar às voltas, mas só se o mundo é medido pelo relógio – que de facto é, nos dias de hoje.

Procura uma solução melhor, um final mais feliz – consegues?

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