Reaprender
a Amar
Pesquisadores
do século XX, puderam perceber através
de seus estudos que, a pessoa inteira, é uma
unidade energética e existe uma relação
intrínseca entre emoções e patologia
orgânica; portanto, não há patologia
orgânica sem distúrbio emocional e não
existe nenhuma doença emocional sem consequências
fisiológicas. Os doentes cardiovasculares são,
em especial, passíveis de acompanhamento integrado,
e em várias partes do mundo já recebem
tratamento psicológico como parte de sua recuperação
nos próprios hospitais.
As experiências infantis ajudam a explicar a
dor emocional; é menos óbvio, entretanto,
que expliquem a dor física. Mas a dor da maioria
das doenças, remonta das decisões que
tomamos na infância, desta forma, interrompemos
os fluxos energéticos naturais de nosso organismo,
que chamamos de ESSENCIA. Estes fluxos interrompidos
estruturam-se no nosso corpo em áreas específicas,
conforme Reich descreveu, dependendo do estagio de
desenvolvimento. Estas áreas são cinturões
de contracção e existem em 7 linhas
horizontais:
- Na linha do olhos e ao redor da cabeça: podem
provocar problemas visuais, enxaquecas, cefaleias,
etc.
- Na zona da boca, compreendendo todo o conteúdo
bucal: podem provocar problemas de alimentação,
álcool, distúrbios da fala, etc.
- Na zona cervical, incluindo garganta e pescoço
e cintura escapular, uma importante ligação
entre os pensamentos e sentimentos.
- Na zona do tórax, originando, distúrbios
de respiração, cardíacos, sintomas
de angustia e outros
- Na zona do diafragma, distúrbios do sistema
gástrico, hepático, e enfim, todo o
sistema digestivo. Aqui estão relacionados
os sintomas de “todos os sapos que engolimos”
e a digestão destes...
- Na zona do abdómen, encontramos somatizações
a nível dos intestinos e reacções
ao medo (sistema urinário).
- Na zona pélvica que envolvem vários
distúrbios da parte genital, sexual e órgãos
de reprodução, bem como a ligação
saudável com a Terra (nossa mãe primeira)
A saúde emocional revela um direito inato da
humanidade: expansão e alegria. Todos nascemos
com este direito, a capacidade de amar e sermos amados.
Somos seres intrinsecamente amáveis....
Portanto, o que acontece no meio de nossas vidas para
que este caminho (fluxo) seja interrompido? Para defender-nos
das circunstâncias que julgamos ameaçadoras
na infância, temos que guardar e reprimir várias
emoções e sentimentos negativos e positivos
e nesta contracção, bloqueamos um grande
manancial de energia que estariam orientados para
a fé, compaixão, alegria pela existência
da vida.
Entendo
o processo terapêutico, como a tomada de consciência
destas contracções e o caminho de volta
para recuperar este fluxo; enfim, a cura do coração
e da capacidade de amar. O trabalho de auto conhecimento
e o reconhecimento de nossos cantos mais sombrios,
podem nos conduzir para um sentimento de unidade e
a doença, muitas vezes, é o caminho
que nos traz de volta ao todo.
Apesar das restrições culturais, nossa
educação, nossos pais, nossa amiga invejosa,
nossos quilos a mais ou a menos, somente quando nos
desapegamos da dor e tomamos responsabilidade pela
nossa existência é que poderemos fazer
algo por nós próprios.
Não
há caminho espiritual sem que haja o trajecto
pelas emoções e auto conhecimento, sem
que haja o reconhecimento de si, de suas limitações
e talentos, pois a verdadeira espiritualidade não
contradiz a realidade e os aspectos práticos
da vida.
Como diz J.Pierrakos “O universo está
cheio de alegria”.
Estela
Rúbia de Paiva Rodrigues
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